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Infecção renal: o que é, causas e dúvidas esclarecidas pela especialista

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Infecção renal: o que é, causas e dúvidas esclarecidas pela especialista

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Por                                Em 25.04.21

A infecção renal chamada de pielonefrite, é uma doença que atinge muitos brasileiros, sendo mais frequente em mulheres. Conversamos com a nefrologista, Juliana El Ghoz Leme (CRM-PR 25831), do Centro Médico Plunes, que falou mais sobre os sintomas, prevenção, tratamentos e sanou as principais dúvidas. Acompanhe na matéria!

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Índice do conteúdo:

O que é infecção renal

A nefrologista explica que “as bactérias atingem o rim vindo através da bexiga ou circulação sanguínea. Mais comumente, a pielonefrite é aguda, ou seja, o quadro se desenvolve no decorrer de poucos dias. Em alguns casos, principalmente quando o paciente apresenta alterações estruturais no aparelho urinário, essa infecção pode tornar-se crônica perdurando por longo tempo”.

Quais são as causas e sintomas da infecção renal

Existem sintomas importantes que devem ser considerados de modo a identificar a pielonefrite. Saiba quais são eles:

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  • Febre
  • Dor lombar
  • Náuseas ou vômitos
  • Calafrios
  • Ardência para urinar
  • Sensação de esvaziamento incompleto da bexiga
  • Urinar muitas vezes em pequenas quantidades

Atentem-se aos sintomas mencionados acima, caso ocorram, procure imediatamente um médico para diagnosticar e tratar a doença.

Dúvidas comuns sobre infeção renal respondidas pela médica

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A seguir, você confere as dúvidas mais frequentes acerca da infecção renal que vão te ajudar a saber mais sobre a doença. Acompanhe:

1. Qual a diferente entre infecção renal e urinária?

Juliana Leme (JL): Segundo a nefrologista existem 3 tipos principais de infecção urinária: “a uretrite que é a infecção da uretra, canal que liga a bexiga ao meio externo; a cistite – infecção que atinge a bexiga, sendo a mais comum; e a pielonefrite – infecção que atinge um ou os dois rins”.

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2. Quais são os tratamentos para infecção renal?

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Juliana Leme (JL): “Baseia-se no uso de antibióticos, idealmente, deve-se coletar um exame de urina antes do tratamento para saber qual é a bactéria causadora. Algumas vezes é possível fazer o tratamento com antibióticos via oral, mas dependerá da gravidade do caso. Muitas vezes é necessário internar o paciente para receber antibióticos pela veia”, explica.

3. Infecção renal na gravidez é normal?

Juliana Leme (JL): “durante a gravidez, as alterações fisiológicas que ocorrem no corpo da mulher (o útero comprime a bexiga e os hormônios diminuem o movimento involuntário dos ureteres) acabam por alterar temporariamente o trato urinário predispondo a risco aumentado de infecções urinárias. Especialmente durante a gravidez é importantíssimo o diagnóstico e tratamento da infecção urinária que pode inclusive provocar trabalho de parto prematuro”.

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4. Como é feito o diagnóstico da infecção renal?

Juliana Leme (JL): “O diagnóstico da infecção renal é feito através do exame físico, exames de sangue (que mostram sinais sistêmicos de infecção), exame de urina (parcial de urina e urocultura) e exames de imagem (ecografia ou tomografia)”, informa.

5. Existem casos onde há necessidade cirúrgica?

Juliana Leme (JL): A nefrologista aponta que em alguns casos pode ser necessário tratamento cirúrgico. “Por exemplo, quando se forma abscesso renal – um acúmulo de pus dentro do parênquima renal ou quando existe infecção renal e, ao mesmo tempo um cálculo renal obstruindo a passagem de urina”.

A médica alerta que “a infecção renal é considerada grave e necessita de tratamento adequado em tempo oportuno. Pois, pode tornar-se rapidamente uma infecção generalizada (sepse ou septicemia).”

Dicas para prevenir a infecção renal

Existem medidas importantes que podem ser adotadas para evitar a infecção urinária. Confira abaixo algumas recomendações:

  • Beba bastante água: “no geral, recomenda-se ingerir de 30 a 35ml/kg/peso ao dia, exceto se possuir alguma outra doença que precise de restrição da ingesta de líquido”, orienta.
  • Não segure a urina: para a nefrologista, urinar é uma forma de defesa do nosso organismo. “Quando seguramos a urina as bactérias que, eventualmente entram na bexiga, ficam se proliferando na urina e ficam paradas ali.”
  • Higienização correta: “após ir ao banheiro, sempre limpar primeiro a vagina e depois o ânus, fazendo movimento de frente para trás”, orienta a Dra. Juliana.
  • Urinar após a relação sexual: segundo a nefrologista é importante urinar após a relação sexual. “Durante o ato sexual o atrito pode levar bactérias que vivem na cavidade vaginal ou na região anal para próximo da uretra e por ali elas podem atingir a bexiga.”
  • Atenção às alterações intestinais: a Dra. Juliana orienta a “tratar alterações crônicas do hábito intestinal, como diarreia ou constipação.” Já que contribuem para a proliferação bacteriana.
  • Alterações hormonais: “em mulheres que já estão na menopausa, pode ser necessário a reposição de estrogênio (hormônio) na forma de creme vaginal”, orienta.
  • Evite o consumo exagerado de carboidratos: a nefrologista alerta a importância de “evitar o consumo exagerado de carboidratos e tratar adequadamente o diabetes mellitus, pois a perda de glicose (açúcar) na urina torna o meio propício para infecção.”

Além das recomendações citadas acima, a médica orienta as mulheres a evitarem o uso de diafragma, espermicida ou ducha vaginal.

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A prevenção é sempre o melhor remédio, portanto é fundamental seguir as recomendações para evitar o surgimento da infecção renal. Aproveite e saiba mais sobre as causas e tratamentos da dor pélvica.

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